ORAÇÃO DO CARENTE



Pai Nosso

Pai Nosso que estás nos Céus.
Santificado seja o Teu nome.
Venha o Teu reino.
Seja feito a Tua vontade, assim na terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje e também multiplique aos 53 milhões de brasileiros miseráveis que vivem nas terras do Brasil que Tu criaste.

Perdoa-nos as nossas dívidas de omissão com o nosso próximo carente,  e não nos deixes cair na tentação de entrarmos em estado de inércia e indiferença aos necessitados.

Mas ajuda-nos  a nos livrarmos do mal da fome em nosso país, que ainda mata 1 criança inocente a cada 5 minutos por desnutrição.

Porque Teu é o reino, o poder e a glória, para sempre,

AMÉM


QUAL O OBJETIVO DO MUTIRÃO DE NATAL?


Objetivos

amor uniao

Objetivo Geral

Amar ao próximo como a nós mesmos.

Objetivos Específicos

  1. Demonstrar amor aos pobres e aflitos, suprindo-lhes necessidades básicas e proporcionando-lhes uma oportunidade de mudança.
  2. Fortalecer o vínculo entre os membros da igreja e seus simpatizantes, envolvendo-os num projeto solidário dirigido que lhes dá a oportunidade de compartilhar amor, esperança, alimentos, roupas e outros recursos com a comunidade onde a igreja está inserida.
  3. Apresentar para a sociedade em geral a preocupação e o envolvimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia em favor dos pobres e necessitados.

Mutirão de Natal do Unasp arrecada quase 137 toneladas de alimentos


Engenheiro Coelho, SP…[ASN] A última edição do Mutirão de Natal da igreja do Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho, conseguiu recolher 136.812 quilos de alimentos e ultrapassar o alvo inicial de 70 toneladas. O encerramento, ocorrido 3 de dezembro, contou com a presença da comunidade e dos alunos do Unasp. Estiveram presentes também personalidades que apoiaram o projeto como, por exemplo, o ex-jogador da seleção brasileira,
Jogador Cafu.

Cafu, o músico Matheus Herriez, o jornalista e comentarista esportivo Flávio Prado, entre demais autoridades e empresários que aderiram à iniciativa.
Há 18 anos o Mutirão de Natal envolve milhares de pessoas em torno de uma gincana beneficente. Três equipes competiram com o objetivo de arrecadar a maior quantidade de doações. Os estudantes do nível básico composto pelo ensino infantil, fundamental e médio integravam a equipe azul. Já a vermelha era composta por estudantes universitários. Os moradores da comunidade do Unasp formavam a equipe amarela. Para Sidney Dutra, coordenador do Mutirão de Natal do Unasp, o resultado só foi possível devido à grande participação das equipes. “É uma conjunção de esforços, eu diria, todas as equipes trabalharam, mas principalmente agradecer a cada criança, jovem, adulto e idoso que recolheu o seu quilo e que trouxe aqui. Foi o que deu essas 136 toneladas”, afirma.
Cada uma das equipes tinha a função de mobilizar esforços para recolhimento de donativos, mas, além disso, no encerramento do programa, elas tinham a responsabilidade de apresentar uma peça teatral de 15 minutos e uma música composta especialmente para o evento. Os requisitos foram avaliados pelo corpo de jurados, entre eles, Flávio Prado e Cafu. O ex-capitão da seleção brasileira justifica a motivação para projetos como o Mutirão de Natal. “É o prazer de ajudar as pessoas que não tiveram tanta oportunidade como nós tivemos”, ressalta.
Para Flávio Prado, o Mutirão de Natal aproxima as pessoas através de uma causa solidária. “Procurar ter uma visão de auxílio ao próximo é fundamental, não é simplesmente pra você querer as coisas pra você, eu acho que o mundo vale por você usufruir e dividir e o mutirão é um exemplo muito forte disso. É aquela coisa, todo mundo quer ajudar se alguém ascender a faísca a fogueira fica grande”, reflete.
A estudante Flávia Assunção, aluna do curso Engenharia Civil, aderiu à iniciativa junto ao seu grupo de amigos e participou diretamente da campanha, saindo às ruas e supermercados recolhendo doações. “Foi gratificante para mim, porque eu me senti útil em poder ajudar as pessoas”, conta.
Durante a cerimônia, Cafu explicou que os estereótipos existentes em torno da população mais carente dificultam o acesso delas às oportunidades. “Não é verdade que todo favelado é burro, que todo favelado é ignorante, que toda pessoa que mora na periferia é ignorante, é ladrão. Mentira! O que falta para nós, da periferia, é oportunidade”, enfatizou.
Através da Fundação Cafu o ex-jogador procura promover a formação inclusiva para as crianças do bairro Jardim Irene, comunidade onde passou a infância. “Se tem duas coisas que realmente tiram as crianças da rua hoje e dão uma direção é a igreja e o esporte. Nós estamos seguindo a estrada justa e dando uma direção a mais para essas crianças que tanto precisam”, ressaltou.
Flávia observou a disposição das pessoas com quem entrou em contato durante a campanha. Para ela foi possível notar diferentes reações. “Tem aquelas que ajudam facilmente, mas tem sempre quem antes pergunte para onde vai a doação”, lembra.
Do total arrecadado, 10 toneladas de alimento serão destinadas à Fundação Cafu, que fará a distribuição entre as famílias das crianças que participam do projeto. Após a cerimônia de encerramento, uma partida de futebol entre a equipe composta por amigos do ex-jogador Cafu contra o time do Unasp finalizou, de forma festiva, as atividades do Mutirão de Natal 2011. [Equipe ASN, Murilo Bernardo]

Mutirão de Natal ASA - PARTICIPE!!!!!




Vamos nos preparar para o Mutirão de Natal. Participe da campanha de arrecadação de sua Igreja e dos eventos da ASA.
VOCÊ SERÁ CONVIDADO A PARTICIPAR EM NOSSA IGREJA.
NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!!!!

Mutirão de Natal - Rede Globo

MUTIRÃO DE NATAL 2012

Mensagem Pr. Erton PT from Igreja Adventista on Vimeo.

É NESTE DOMINGO 25/11/2012


VOCÊ ESTÁ PARTICIPANDO?? NÃO PERCA!!!


Já aprendeu a lidar com a raiva? – parte 2 de 2



Na parte 1 vimos que uma mulher ficou furiosa com seu marido numa lanchonete, ao ele emitir uma opinião pessoal sobre um assunto. Ela perdeu o controle, e surgiu uma discussão. A raiva tomou conta dela, gerando uma atitude ruim para ambos, evitável caso ela soubesse lidar com a raiva. Como?

É comum a pessoa com raiva violar limites entre o que alguém fez/disse, e a intenção deste alguém, a qual pode não ter sido ataque ou querer ferir. Na história, Carla agressivamente invadiu o espaço emocional de Ricardo sem parar para refletir que a intenção do que ele disse não tinha nada que ver com querer feri-la ou atacá-la. Quando a pessoa enraivecida ataca, a outra pessoa se sente agredida e má compreendida. A sensação não é de que o ataque foi dirigido para o comentário feito, mas para a pessoa. Carla se sentiu ferida e viu Ricardo como querendo mesmo feri-la.

O casal começou a argumentar sobre duas coisas diferentes. Carla seguiu com raiva crescente diante do comentário de Ricardo, e este tentava se defender do que lhe chegou como ofensa pessoal. Duas coisas diferentes! É como se um dissesse: “Minhas maçãs são melhores do que suas laranjas!” E outro retrucasse: “Não, minhas laranjas são melhores do que suas maçãs!” Não falavam da mesma coisa e nem percebiam!

O diálogo tenso na lanchonete era sobre algo abstrato, com significado profundo para Carla. Quando Ricardo disse que compreendia o comportamento da amiga deles (ter tido um caso com outro homem, enquanto seu marido morria de câncer), ele não estava falando que isto era moralmente correto ou que ele faria a mesma coisa se estivesse naquela situação. Mas foi o que Carla escutou. No calor da discussão, cada um perdeu a visão do outro e do que cada um pensava e sentia. É comum a discussão sobre um assunto se tornar a discussão sobre muitos assuntos. A luta é como um poderoso ímã que atrai e pega todas as lutas não resolvidas do passado.

Que fazer? Primeiro: bloquear a escalada da discussão e manter o foco no tema levantado no momento, deixando de lado os problemas do passado. Segundo: não tentar negociar uma resolução enquanto um ou ambos estão furiosos.

Em resumo: tão logo a discussão tensa comece, se deve dar para a pessoa que está ficando enraivecida uns 10 a 15 minutos para que ela possa dizer ao outro o por que está com raiva, com o que ela acha que assunto se relaciona, e quais são os sentimentos abaixo da superfície da raiva que ela está comunicando.

Se tivessem seguido estes passos, poderiam ter dado um cessar-fogo logo que a discussão tivesse começado a crescer. Daí  Carla poderia explicar de modo mais claro o impacto que os comentários de Ricardo tiveram sobre ela, então, poderia ter falado, ao ter parado e refletido: “Por que estou com tanta raiva?” E poderia concluir e dizer para ele: “Estou com raiva porque você parece sem coração. Olho para você e sinto que você está sendo muito lógico e razoável, mas que demonstra empatia de um sapo ou lagarto. Até onde percebo, você está agindo mais como um computador do que como um ser humano. Você tem respostas “lógicas”, mas não mostra ter compromisso ao falar isto.”

Se ela pudesse parar e pensar (Ricardo permitindo, evitando discutir), poderia ter refletido: “Qual é o problema?” E poderia ter dito a ele: “O que você disse me faz sentir que você me abandonará. Já que nunca tive bom relacionamento com meu pai, não me surpreenderia se você me largasse quando mais precisasse de você. Esta ideia me assusta terrivelmente ao você funcionar com lógica e frieza.”

Tendo serenidade, ela poderia ter se perguntado: “Que sentimentos tenho debaixo da raiva?” Talvez concluísse: “Me sinto ameaçada. É como se seu compromisso comigo fosse parcial, e que você não estaria ali para mim. Ao você falar isto, me faz questionar se você me ama mesmo, ou se você se desconectaria de mim em certas circunstâncias. Entende agora como o que você disse me perturbou?

Quando se chega nos sentimentos debaixo da raiva, é comum que uma boa porção da raiva se dissipe. E ao você escutar a raiva sem interromper, pode com menos dificuldade compreender o impacto de seu comportamento sobre a pessoa. Ricardo poderia ter percebido o quanto sua racionalização atingira Carla. Ele poderia compreender e empatizar com os sentimentos que surgiram nela.

O melhor é: quando a pessoa enraivecida tiver tido a oportunidade de falar tudo, o companheiro(a) não deve responder nada. E, na medida em que o raivoso(a) foi ouvido(a) sem contra-ataques do outro, a dor diminuiu, a raiva passa, talvez dê para compreender a causa dela, então ambos podem começar a negociar o problema e tentar alcançar uma solução aceitável.

Editado de “Anger and how to handle it”, Maggie Scarf, 1992.
_______
Cesar Vasconcellos de Souza
www.portalnatural.com.br

Já aprendeu a lidar com a raiva? – parte 1 de 2


Já aprendeu a lidar com a raiva? – parte 1 de 2

Carla estava numa lanchonete com seu esposo Ricardo (nomes fictícios). Conversavam, quando o assunto tocou num ponto que Carla achou ser uma atitude odiosa que uma amiga dos dois teve. Esta amiga era casada com um homem com câncer terminal, e mesmo assim ela se envolveu num “caso” com outro homem. Carla achou esta atitude da amiga como repugnante e imoral. Mas para seu espanto, Ricardo não concordou com ela, pelo menos não completamente, e disse: “É terrível o que esta mulher fez, mas acho que posso compreender o estresse dela. Imagine alguém que você ama e que está morrendo! Isto pode ser tão pesado que uma pessoa pode querer algum alívio, de qualquer tipo!” E acrescentou: “Claro, se ela se envolveu com outro homem e realmente se apaixonou, aí seria demais! Mas sem ter se apaixonado, pode ter sido somente algo físico, e, assim, poderia ser justificado por causa da forte necessidade sexual dela e por causa da perda iminente do marido.”

Imediatamente Carla parou de comer, colocou com força e barulho os talheres na mesa e disse irritada: “Mas isso é  uma traição no leito de morte!”, olhando Ricardo com desespero.  E acrescentou com raiva: “Para mim é uma atitude de profanar o relacionamento!”

Antes que Ricardo pudesse dizer algo, Carla continuou, sem notar que falava alto e pessoas ao lado escutavam: “Para mim esta atitude dela é tão fora de princípios que acho uma loucura você defender o que ela fez!” Ricardo ficou sem graça e não disse nada. Seu corpo ficou tenso e ele permaneceu olhando para seu prato.

Carla, em tom um pouco mais baixo, porém sarcasticamente disse: “É, talvez você se aliviaria devido ao estresse, mas isto não anularia o fato de que a pessoa no leito de morte é  sua companheira.” Seu olhar para Ricardo era de indignação. “Como alguém poderia fazer isto?”, ela perguntou, com um misto de raiva e susto.

Ricardo, então, tentou explicar com paciência e tolerância, que no caso de uma doença de longa data e debilitante num esposo, exige da companheira constante carinho e cuidado e isto produz esgotamento a ponto dela necessitar de cuidados também. Disse ainda, que as coisas poderiam se tornar mais fáceis para todos se existisse alguém que fosse confortador para ela, e até relaxante na área sexual.

Com raiva crescente Carla disse: “Acho isto perverso! É uma maneira vil e desonrosa de lidar com alguém que você considera. Acho abusiva totalmente!” Ao falar isso seu corpo chegou a se levantar da cadeira. Ricardo pediu: “Por favor, sente-se.” Ela obedeceu automaticamente, mas em dois segundos, furiosa por ter obedecido a ele, se levantou, pegou sua bolsa, saiu batendo os pés com força no chão ao dar as passadas carregadas de ódio e voltou para casa sozinha.

Quando Ricardo voltou para casa meia hora após, ele estava muito chateado com o escândalo que ela havia feito no ambiente público, ao falar alto e nervosíssima com ele. O evento no restaurante era como se eles estivessem trocando insultos e discutindo coisas dolorosas do passado como casal, e de repente a discussão cessou, como acontece com frequência entre casais, sem ambos resolverem ou mesmo compreenderem as coisas cruciais da luta ali na lanchonete.

Tais coisas não processadas, como um lixo que você  acumula, tendem a reter odores azedos e contaminação dentro de um relacionamento íntimo. Você pode perguntar: “Mas como as coisas poderiam ter sido diferentes neste caso?”

 Primeiro de tudo, não há nada de errado com o sentimento de raiva. A raiva é uma reação humana normal diante de um fator estressante, bem comum numa situação na qual a pessoa crê que sua autoestima está sendo ameaçada. A dificuldade é que quando alguém começa a sentir raiva, ele/ela tende a comunicar aquele sentimento com força demais e com uma carga emocional muito grande. Daí se começa a perder o controle. Na parte 2 iremos ver como fazer para lidar com a raiva.
_______
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
www.portalnatural.com.br

Por que as comédias românticas e novelas prejudicam a vida afetiva das pessoas?



Será possível ficar totalmente imune ao que você contempla todos os dias da semana, por uma hora pelo menos, no comportamento de personagens de novelas? Tem alguma roupa, penteado, óculos, sapato, jeito de falar, tipo de palavras, atitudes, que você adotou em seu estilo de vida e que absorveu de algum personagem de novela? Será que realmente há prejuízo para nossa saúde emocional esta contemplação diária destes personagens novelescos?

Tudo aquilo que a gente vê influencia de alguma forma a nossa maneira de pensar, sentir e agir. É certo que algumas pessoas são mais influenciáveis do que outras e que estão mais conscientes da influência daquilo que entram em contato do que outras e, portanto, conseguem filtrar e se proteger bem das influências maléficas do que há na mídia.

Porém, pessoas mais influenciáveis, sem força de caráter, sem habilidades mentais para administrar sua própria mente, adotam comportamentos observados nos personagens de novelas (pela constante e diária contemplação dos papéis deles). Muitos aspectos do comportamento destas pessoas são, então, influências diretas (ou indiretas) das comédias românticas e, em maior frequência, das novelas. 

Algumas diferenças entre o que os filmes românticos e novelas apresentam sobre relacionamentos e a vida real são: 

1. Comédias românticas e novelas apresentam relacionamentos com 100% de romance, intimidade física e paixão, passando uma mensagem subliminar de que é tudo felicidade se há sexo e paixão, enquanto que na vida real, relacionamentos passam por crises e precisam do esforço do casal para enfrentar estas crises e resolver conflitos. 

2. Comédias românticas e novelas mostram que o casal feliz normalmente se compreende simplesmente pelo olhar e ambos apresentam uma sintonia de pensamentos, enquanto que na vida real é preciso construir uma comunicação verdadeira e objetiva com o parceiro e isso exige tempo e esforço. 

3. Comédias românticas e novelas pregam muito a ideia de destino, alma gêmea e amor à primeira vista, como se existisse somente um par perfeito para cada pessoa e o amor fosse algo natural de surgir desde o início. Na vida real as pessoas podem ter dificuldade em aceitar que com qualquer pessoa que se relacionarem, haverá diferenças e a necessidade de ajustamento entre o casal mesmo em casais que são felizes juntos, e estas diferenças não significam que a pessoa não seja adequada.  

4. Comédias românticas e novelas incentivam a demonstração pública de afeto com beijos e carícias exagerados em meio à multidão. Na vida real indivíduos podem não respeitar pessoas discretas que não aprovam beijos e carinhos intensos em público. 

5. Comédias românticas e novelas mostram que conflitos, traições e decepções no relacionamento são superados com muito mais facilidade do que na vida real, induzindo o telespectador ou casais a crerem que se um conflito está sendo difícil de ser solucionado, a solução é a separação ou o divórcio de uma maneira fácil, quase como se o rompimento da família fosse algo banal e sem importantes repercussões emocionais nos membros dela. 

Por estas razões, é importante que as pessoas tenham a consciência da realidade dos relacionamentos. Eles podem, sim, ser satisfatórios e felizes, mas satisfação e felicidade não são adquiridas facilmente. Exige esforço e tempo. Isto as comédias românticas e novelas não enfatizam, ou quando o fazem, se perde a mensagem no meio da preponderante ênfase sobre as separações, divórcios, além das agressões físicas e verbais, gritarias, crises histéricas, modelos de comportamento, aliás, bem doentios. Evite contemplar tais modelos. Nos tornamos parecidos com aquilo que mais contemplamos.
_______ 
Thais Souza, psicóloga clínica, conselheira da Rede Novo Tempo de Comunicação, em parceria com Dr. Cesar V. Souza
www.portalnatural.com.br e www.thaissouza.com.br

Dois Fatores Básicos para a Resolução de Problemas na Vida


Todos têm problemas na vida. A diferença é o que cada um faz com eles, como cada um reage, os recursos que possuem para enfrentá-los e, talvez, vencê-los, o tipo de estrutura de personalidade que facilita ou dificulta a resolução deles, a gravidade do problema, e outros fatores. Independente disto, há dois fatores fundamentais para a resolução de problemas na vida. Um é a aceitação do problema e outro a entrega da impotência pessoal diante dele. Vamos discutir isto agora.
Há duas básicas origens de problemas na vida, interna e externa. Interna significa aquilo que nós somos e que nos faz sofrer. Não é algo vindo de outra pessoa. Há pessoas que acham que o sofrimento delas é devido a não serem amadas como elas querem, até quando ficam sozinhas e descobrem que há (também) “algo” dentro delas que as fazem sofrer. Claro, não ser amado por alguém que deveria amar você, produz sofrimento. Mas é impossível alguém ter sofrimentos só originados em algo externo. Há uma luta interior em cada ser humano. Há uma angústia pessoal. E quanto mais cedo descobrirmos isto e começarmos a fazer algo construtivo quanto a isto, mais rápido poderemos caminhar para longe de sofrimentos evitáveis e menos ficaremos culpando as pessoas pelos nossos sofrimentos.
A origem externa de sofrimento na vida pode ser muito variável, desde falta de comida, desemprego, acidentes, pressões no ambiente de trabalho, violência social, problemas na família, desesperança com a liderança social, etc.
Independente da origem dos sofrimentos humanos, como escrevi acima, há a necessidade de aceitação e entrega para encontrarmos algum tipo de alívio disponível e possível.
Aceitação significa que reconheço o fato, não nego existe e que dói. Aceitar envolve enfrentar a dor pessoal. Podemos negar um evento doloroso de maneiras variadas, por exemplo, trabalhando demais para não pensar no assunto, usando drogas lícitas ou não, “esquecendo”, dormindo demais, evitando falar o nome da “coisa”, desviando o assunto sempre que alguém toca no mesmo, se envolvendo  com pessoas em romances sucessivos, comprar ou comer compulsivamente, etc.
Negar o problema pode ser uma necessidade temporária para muitas pessoas. Alguns autores dizem que a negação é o amortecedor da alma, ou seja, a gente nega que o problema existe ou que ele é doloroso demais até que estejamos prontos para ver que ele é real e que dói muito mesmo. Quanto tempo leva para sair da negação, entrar na realidade e enfrentar o problema? Depende de cada um e do tipo do problema.  Pode demorar desde horas até alguns anos. Para alguns dura a vida toda.
A aceitação nos leva a ter a possibilidade de, reconhecendo  que o problema existe, ver o que podemos fazer para encontrar solução para ele. Enquanto você não aceita a existência do problema não tem como avançar para resolve-lo. Aceitar não é concordar com o problema, mas é admitir que ele é uma realidade em sua vida.
Um segundo componente básico para a resolução de problemas na vida é a entrega. A entrega significa que você para de lutar contra o problema por reconhecer ser impotente diante dele. Impotência diante de um problema é você querer vencer algo usando estratégias ou forças que não são suficientes ou são erradas. Se você usa sempre os mesmos recursos para vencer um problema e nada muda, então é preciso mudar a estratégia, reconhecer sua impotência. E isto exige humildade, que é o contrário da prepotência e da arrogância.
A entrega significa reconhecer que você não tem poder para vencer o problema, que ele está maior do que todos os recursos que você possui e que, portanto, o entrega a um Ser maior que você, todo-poderoso, no qual você crê que trará a solução possível. E descansa na confiança de que alguma solução chegará.
Isto não significa que você não terá sua parte. Sua parte já está funcionando nestes dois primeiros passos básicos que são a aceitação e a entrega. Ninguém pode fazer isto por você. Mas após, ou ao mesmo tempo em que você aceita e faz a entrega, talvez terá que aprender a colocar limites, pedir coisas ao invés de só ficar pensando no que precisa sem pedir, explicar e pedir explicações, dizer “não” quando for adequado ao invés de ficar agradando os outros o tempo todo, não se deixar ser manipulado pelas pessoas e nem manipulá-las, parar de “salvar” as pessoas e deixar que elas assumam as consequências das escolhas e atos delas, e orar com fé de que alguma solução já está ocorrendo porque você já está agindo e o resto virá, não exatamente como você deseja, mas dentro do possível e do melhor para sua vida.
_______   
Cesar Vasconcellos de Souza - www.portalnatural.com.br 

Infidelidade Conjugal



A infidelidade conjugal continua a destruir muitos lares, infelizmente. Ela é um sintoma tanto de problemas emocionais como espirituais. É um tipo de maldade, mesmo quando ocorre sem intenção consciente de machucar o cônjuge traído.  

Uma das dores emocionais mais fortes e devastadoras é a de ser traído no casamento.
Nada justifica a traição conjugal. A situação complicada do casal pode explicá-la, mas não justificá-la. Justificar tem que ver com provar que houve uma razão legal (dentro da lei) para o ato, ou significa tratar como justo um comportamento, ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o ato realizado. Trair não é justo, não é justiça.  

O cônjuge que trai age injustamente. Verdade, o traído talvez tenha sido injusto no sentido de ter privado o(a) companheiro(a) de atenções, sexo, diálogo, companhia, etc. Ambos, traído e traidor, geralmente têm culpa no caso de uma infidelidade no casamento. Na verdade, não há um carrasco e uma vítima. Ambos erram. 

Há pessoas que traem porque são compulsivas sexuais cujo cônjuge não tem quase nenhuma culpa, se alguma, pelos constantes e freqüentes episódios sexuais fora de casa deste indivíduo viciado em sexo, portador desse transtorno mental tratável. 

Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação, instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de ódio, tristeza, estranheza, sensação de estar casado agora com um “inimigo”. O que era íntimo, fica afastado; o que era confiável, fica desconfiado; o que era amigo, parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.  

Dra. Carmita Abdo e equipe, pesquisaram entre 3106 mulheres brasileiras e encontraram que as que menos traem o marido são as do Paraná (19,3%) enquanto que as que mais traem são do Estado do Rio (34,8%). Outros Estados ficaram assim quanto à porcentagem média de mulheres que traem: Pará 20,3%; Santa Catarina 23,3%; Mato Grosso do Sul 23,6%; São Paulo 24,1%; Bahia 25,2%; Pernambuco 26,5%; Ceará 26,7%; Goiás 27,7%; Minas Gerais 29,5%; Rio Grande do Norte 30,2% e Rio Grande do Sul 31,7%. 

Quanto aos homens, os que menos traem são os do Paraná também, mas mesmo assim com índice muito alto (43%). Depois vem São Paulo com 44%; Minas Gerais 52%; Rio Grande do Sul 60%; Ceará 61% e o estado com maior número de homens infiéis é a Bahia com 64%. Ou seja, em cada 100 homens baianos casados, 64 traem suas esposas em algum momento da vida segundo este estudo da Dra. Carmita da USP. 

A prevalência de um “caso sexual” entre 6846 participantes da pesquisa mostrou o seguinte quadro: 50,6% dos homens brasileiros admitiram ter tido um “caso sexual” com outra mulher, enquanto que 25,7% das mulheres admitiram ter tido sexo com outro homem. Ou seja, em cada 100 homens casados no Brasil, 50 tiveram um “caso” e em cada 100 mulheres casadas, quase 26 também tiveram contato extraconjugal sexual. Uma lástima e uma tragédia indevidamente alimentada pela má mídia. 

A internet favorece a infidelidade conjugal. Pessoas casadas frustradas em seu casamento buscam “amor” virtual. Isto mascara o problema e pode complicar as coisas. Cerca de 60% dos casos de traição virtual terminam em sexo real. 

Uma pessoa casada que busca erotismo na internet está maltratando seu casamento porque estará comparando injustamente seu cônjuge com uma imagem pornográfica. Da mesma forma a pessoa casada frustrada em seu matrimônio que busca romance na internet está afundando ainda mais seu relacionamento e de uma forma injusta porque é muito fácil ser “amável” virtualmente e mostrar uma imagem de incompreendido(a) ou vítima para a pessoa no outro lado da conexão (ou pessoalmente). Se criam ilusões e a coisa piora. E a verdade é que uma pessoa “interessante” também tem problemas. 

Para evitar a infidelidade conjugal é importante (1)diálogo sincere; (2)humildade de ambos, marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las; (3)aceitar a limitação do outro para amar como se sonha ser amado(a); (4)aceitar o amor possível; (5)parar de ter obsessão pelo outro; (6)aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental o que produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais; (7)compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as suas necessidades, e (8)apegar-se aos princípios éticos e espirituais de uma fé religiosa capaz de fornecer autocontrole e resistência aos apelos sensuais e românticos excessivos na sociedade e, possivelmente, no mundo interior da própria pessoa. 

Cesar Vasconcellos de Souza      www.portalnatural.com.br

A Necessidade (também) de Lógica no Casamento



Há vários componentes racionais e emocionais necessários para fazer um casamento, pelo menos, razoavelmente feliz. Componentes racionais são, por exemplo, o que você pensa, a consciência que tem ou que não tem sobre o que você diz, se diz o que queria dizer ou não, as palavras que usa ao tentar falar o que gostaria que o outro entendesse, etc.. Componentes emocionais envolve a carga emocional investida ou experimentada no momento da conversa com o cônjuge (ou outra pessoa). Ter consciência dessas coisas tem que ver com a presença ou a falta de inteligência emocional e, o mais importante para o relacionamento matrimonial, tem que ver com a harmonia no casal ou a falta dela.

Antonio e Marta (nomes fictícios), casados há 8 anos (poderia ser há 2 meses, 2 anos ou há 20 anos!), discutem acaloradamente. Marta sente necessidade de mais atenção pessoal do marido. Qual o limite de satisfação de uma esposa quanto à isso? Há algum parâmetro que sirva de base para se saber o quanto é suficiente? Antonio sente que sua esposa está sendo muito injusta e fica magoado com os ataques dela contra seus (do Antonio) parentes, atônito tenta entender o que é que esta mulher quer, afinal.

O diálogo segue tenso com Marta tomada pela emoção. Estar “tomada” ou “possuída” por emoções é um grande risco de cometer injustiças. Não é igual a estar experimentando fortes emoções. Você pode ter emoções fortes numa discussão, e exercer autocontrole, administrando sua cabeça para não fazer/dizer besteiras. Isso é maturidade.

Tomada pela emoção, Marta ataca o marido: “Você nunca me dá atenção! Só defende seus parentes! Nunca me defende! Dá mais importância para eles do que para mim!” Antonio, com o raciocínio a mil por hora, analisa os fatos recém ocorridos no passado recente e distante sobre como ele funciona com Marta e com seus próprios parentes, e começa a ficar confuso e indignado. Ele tem consciência da tensão entre Marta e seus (dele) parentes, e tem tentado, com boa vontade e esforço, administrar as demandas de sua família de origem e do convívio com Marta. Ele não é omisso nem acomodado nisso. Mas Marta ataca e comete um erro comum nos casamentos: generaliza.

O que é generalizar? Quando Marta ataca seu esposo dizendo “Você nunca me dá atenção!” e repete a palavra “nunca” várias vezes, ela está generalizando. Generalizar significa colocar um exagero na coisa, significa “esquecer” ou não considerar que, na verdade, a outra pessoa tem feito sim o que é correto, (no caso, Antonio), mesmo não sendo perfeito como ninguém é. Não bastando, não saciando, ela ataca dando a impressão de quem escuta a discussão de que o cara é realmente isolado e indiferente.

Nesse momento em que Marta está tomada pela emoção, ela não raciocina. Se ela raciocinasse, consideraria que Antonio realmente dá atenção para ela e para as crianças. E ela poderia chegar à verdade talvez ligada à uma necessidade específica de atenção diferente da que Antonio tem dado. Movida pela emoção, ela generaliza e passa a ideia de que Antonio não dá nenhuma atenção para ela, só para a família dele, e isso é motivo para a infelicidade no casamento e não é verdade.

Num momento de discussão conjugal assim, falta lógica na mulher. Com lógica, raciocinando, ela poderia, mesmo na discussão acalorada, dizer: “Antonio, você é bom marido, cuida bem de mim e das crianças. Fico feliz com isso. Mas sinto necessidade de mais atenção sua. Sinto falta de... (ela deve especificar o que).” Isso é maturidade.

Em geral as mulheres acusam os homens de não serem suficientemente afetivos para elas, o que pode ser verdade em certos casos. Digo em certos casos, porque há os em que a mulher é tão carente, que por mais que o cara dê atenção e afeto, não basta. Isso é imaturidade. E há os casos em que ele é mais afetivo e ela é uma pessoa seca e bronca.

É muito importante, para o bem estar do casal, que a mulher use a lógica, porque o mais “natural” dela é “usar” a emoção. Se existir predominantemente a lógica, é verdade, fica um convívio “técnico”, frio, sem recheio, sem cor, sem sentimento. E se existir só emoção, fica uma bomba explodindo toda hora, uma tensão no ar (“Ai, meu Deus, quando é que ela vai explodir de novo?”), um estresse. Você consegue equilibrar bem a lógica e a emoção consigo mesmo, com o familiar ou com qualquer outra pessoa?
_______
Cesar Vasconcellos de Souza – www.portalnatural.com.br

Você tem raiva reprimida?


Raiva é um sentimento normal. Sentir raiva cabe em certas circunstâncias. Mas para algumas pessoas é difícil ter consciência da raiva porque elas temem senti-la, expressá-la e o que pode resultar disto? Serão rejeitadas?
Uma criança pode ter sentido raiva justa de um familiar, e pode ter decidido não verbalizá-la porque pode ter aprendido, erradamente, que sentir raiva é feio, ou é errado. Se quando ela precisava expressar raiva, seu pai ou mãe a impedia de fazer isto, mandando calar a boca, ou retirar-se para o quarto sem dar chance da criança falar, ela pode ter nutrido a ideia de que estava errada e culpada por sentir raiva, enquanto que este sentimento naquele momento era uma reação sadia e válida para o tipo de injustiça praticada pelo familiar. Ela pode crescer revoltada e baterá de frente com qualquer figura de autoridade, ou se tornará uma pessoa vítima de abusos repetidos por não saber se defender.
O que causa repressão doentia da raiva não é só devido ao fato do pai ou mãe terem castrado a expressão deste sentimento pela criança. Aquela criança pode ter nascido com um padrão de funcionamento que a fazia engolir a emoção, mais do que expressá-la. Algumas crianças enfrentam, enquanto que outras se encolhem, diante de atitudes, equilibradas ou não, dos pais.
Então, há dois fatores que contribuem para o surgimento na vida adulta de problemas emocionais: primeiro, a atitude costumeira dos pais lidarem com a criança, e, segundo, a atitude da criança em resposta ao que os pais faziam com ela. Podemos acrescentar um terceiro fator, o genético, ou seja, a criança ter nascido com predisposição para um tipo de resposta emocional, que pode ser bem diferente da do seu irmão ou irmã.
Um exemplo: um menino muito contido desde pequeno, sempre abaixava a cabeça quando confrontado pelos pais, assumia postura reconciliadora, de não conflito, de obediência cega, sem questionar nada, mesmo quando os pais eram abusivos com ele (gritando, dando castigo injusto, exigentes demais, depreciando os ganhos dele, etc.). O garoto reprimia sempre a raiva que sentia. Reprimir é diferente de suprimir. Ao reprimir, não sabemos que temos a emoção. Ela vai direto para o inconsciente, sem passar claramente pela consciência. Suprimir é diferente, pois sabemos o que sentimos, só que decidimos não expressar.
Este menino se tornou uma “bomba relógio”, com tanta repressão da raiva, que surge quando somos violados em algum direito nosso, quando alguém é abusivo contra nós. Ela pode nos proteger, pois colocamos limites movidos por ela. Mas como se proteger, se você sempre nega a raiva que pode estar inconsciente?
Há diferentes modos da raiva surgir, quando reprimida. Uma delas é somatizando. Somatizar significa viver uma emoção através do corpo. Pode ser hipertensão, dor nas costas, manchas vermelhas na pele, etc. Pode ser também a depressão. Em alguns casos de depressão há raiva voltada contra a própria pessoa, voltada para dentro dela. Não estou dizendo que sempre a depressão tem uma raiva por detrás. Mas a raiva reprimida produz depressão em alguns indivíduos porque a mensagem da depressão nestes casos é: “Por que fui gostar de alguém que não me ama como eu queria?” Daí a pessoa se ataca e deprime.
A raiva também pode surgir como pânico. Geralmente, a pessoa descreve este ataque assim: “Fui tomado por uma emoção que me fazia sentir que iria morrer; fiquei apavorado, nunca havia sentido este tipo de coisa!”
Uma esposa pode estar deixando a raiva inconsciente sair ao sempre queimar a roupa do marido, ao usar o ferro de passar. Outro pode viver se machucando ao bater parte do corpo em móveis em casa ou no trabalho. Uma esposa pode dizer: “Amo muito meu marido, mas não sinto desejo sexual por ele há anos. Mas não tenho raiva dele.” Ela pode ter raiva reprimida que escapa no sintoma sexual.
Expressar a raiva é saudável desde que feita de maneira equilibrada. Pessoas que vivem soltando palavrões no trânsito por besteiras (ou não) que outros motoristas fazem, ainda não conseguem viver a raiva com equilíbrio. Um texto bíblico diz: “Irai-vos, e não pequeis.” Efésios 4:26, e significa que o desafio é ter a emoção consciente, expressá-la adequadamente, e não ser dominado por ela.
Quando seu filho(a) sentir raiva, ajude-o(a) a falar dela. Seja humilde e não se coloque como vítima. Se a criança expressar de maneira exagerada, você pode ensiná-la a fazer isto de uma maneira melhor. Pode dizer-lhe: “Você tem o direito de sentir este sentimento, mas não tem o direito de expressar desta maneira (explique qual)!”. Seja empático para com o sentimento da criança, como você gostaria que fossem empáticos com os seus sentimentos. Ser empático significa se colocar no lugar da pessoa e imaginar como você se sentiria naquela situação. Isto pode mudar muito a maneira como você lidará com a pessoa e com a raiva.
_______
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Para Lidar com Sua Ansiedade Excessiva


Ansiedade é um sentimento de apreensão, inquietude, vazio. Todas as pessoas possuem ansiedade, mas nem todas possuem ansiedade exagerada, assim como todas possuem temperatura corporal, mas nem todas possuem febre. A febre indica a presença de uma infecção, assim como a ansiedade alta indica a presença de conflitos emocionais não resolvidos ou em processo de resolução.
Ansiolíticos ou calmantes diminuem a ansiedade excessiva, mas não resolvem os problemas psicológicos que a produzem. A ansiedade excessiva se manifesta pela sensação de ansiedade explícita e por outros modos, como por somatizações (sintomas físicos), obsessões-compulsões, pânico, fobia (medo irracional), etc.
Vamos ver alguns passos para lidar com a ansiedade excessiva:
1)Aceite sua ansiedade – ela existe. Há uma razão para ela estar aí. Encare-a como um hóspede que veio sem avisar e desconhecido. Ao invés de ficar reclamando da ansiedade e ter medo, raiva ou rejeição dela, decida aceitá-la, por ser uma realidade em você nesse momento. Não lute contra ela. Aceitar não é concordar e ficar passivo sofrendo. É admitir que ela existe, sem fugir dela. Ela é como a luz vermelha que indica algo a ser mudado no seu estilo de vida.
2)Olhe para fora de si mesmo – evite se concentrar no que sente no corpo e na mente nesse momento da ansiedade alta. Olhe bem as montanhas. Se não há montanhas, olhe a planície. Veja que o desconforto que a ansiedade alta produz não é sua pessoa, mas é algo em você. Você estácom ansiedade, mas não é a ansiedade. Pode aprender a administrá-la.
3)Atue com sua ansiedade – diminua o ritmo de trabalho, mas não o interrompa. Não se desespere, querendo parar tudo para fugir da dor. Se você fugir (comendo, comprando coisas, se medicando sem orientação médica, bebendo, usando alguma droga ilícita, etc.) a ansiedade pode até diminuir, mas ela vai voltar e talvez pior, dependendo do que você fez na fuga dela. Fique onde está, continue fazendo sua tarefa, mais devagar, sem parar.
4)Respire devagar e profundamente – inspire o ar pelo nariz, calmamente, não puxando demais. Solte o ar pela boca suave e longamente. Conte até três ao puxar o ar para dentro e até seis ao colocá-lo para fora, devagarzinho. Faça o ar ir para o seu abdômen, estufando-o ao inspirar, e encolhendo-o ao colocá-lo para fora. Ao exalar, não sopre, mas deixe o ar sair lentamente pela sua boca.
5)Mantenha os passos anteriores – repita cada passo acima: aceitar a ansiedade como algo real agora, olhar para fora de si, atuar com ela e respirar calmamente. Ela diminuirá ao você repetir estes passos.
6)Examine seus pensamentos – numa crise de ansiedade se exageram coisas, antecipam coisas trágicas que podem nunca ocorrer. Pense que na maioria das vezes em que você sentiu esse mal estar e teve medo de alguma tragédia, ela não ocorreu (meu coração vai parar, vou perder o juízo, etc.), não é verdade? Que tipos de pensamentos você está nutrindo agora? São verdadeiros, ou frutos de sua ansiedade? Tem provas concretas sobre se o que você pensa é verdade? Se tem medo do coração ter um “treco”, o que o cardiologista lhe disse recentemente? Tem como entender o que está ocorrendo agora sem ser esta interpretação trágica? Lembre-se e diga a si mesmo(a) de que estar muito ansioso(a) é desagradável, mas não é perigoso! Você pode pensar que está em perigo, mas tem provas concretas, reais, definitivas disso? Algum médico disse que você tem doença grave do coração e pode morrer disso? Algum médico disse que você pode perder o juízo qualquer dia destes? Pensamentos trágicos não são necessariamente ligados à algo real. Pode ser só do imaginário.
7)Sorria, se você conseguiu! – ao passar por estes estágios na luta contra ficar paralisado(a) ou apavorado(a) por causa da ansiedade exagerada, e superar o pânico, medo excessivo, e a paralisação, parabenize a si mesmo(a) porque conseguiu isto por seus esforços e recursos e voltou à normalidade. Não foi uma vitória sobre um inimigo porque não havia inimigo real, e sim um sinal de que há algo em sua vida que precisa ser mudado, ajustado, compreendido, e que emitiu um sinal – a ansiedade alta, igual quando no painel do seu carro acende uma luz vermelha indicando que há algo com defeito e precisa ser reparado.
8)Espere por melhoras – não nutra nesse momento a ideia de que a ansiedade sumiu e nunca vai mais voltar. Ela voltará sempre que houver algo precisando ser mudado em sua vida, ou algo ameaçando sua personalidade, sua liberdade, sua espontaneidade, sua expressão adequada de si mesmo(a) como pessoa. Ao admitir que ela poderá voltar e ao lembrar o que fez agora para lidar com ela e ter conseguido, você ficará menos assustado(a) com a ideia dela regressar.
Ansiedade excessiva que pode surgir como pânico, fobia, transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade generalizada, etc.. Tem que ver com sensação, consciente ou não, de vulnerabilidade, ou seja, a pessoa quando submetida a perigos internos ou externos não usa recursos para controlá-los, porque não os aprendeu ainda ou porque os possui, e pode depreciar a si mesma, sem crer que pode lidar com a situação. Há os que temem muito tragédias com morte física, enquanto que há os que temem muito tragédias resultando em morte psicológica (sensação de perda do eu, da individualidade, da personalidade).
Cultive o pensamento de que o que é bom (o que você sente de agradável) passa. Mas o que é ruim ... também passa. Essa coisa ruim de agora também vai passar.
_______
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Repetimos a História Passada?


Maria nasceu no interior, sendo a mais velha de cinco irmãos. Sua mãe cuidava da casa, seu pai era empregado numa fazenda e tinha problemas com a bebida. O alcoolismo atinge cerca de 10% à 12% da população mundial.
O pai de Maria piorou na bebida, agredindo filhos e esposa e um dia decidiu expulsar sua mulher de casa. Maria o odiava e referia-se a ele como “bêbado malvado”. Ela ía para um canto da casa, nos seus 8 anos de idade, tremendo de medo ao ver seu pai chutando os irmãos e gritando com a mãe dela. Ao ele berrar que a esposa sairia de casa, as crianças se agarraram na saia dela, suplicando para não ir. Ela saiu, ameaçada pela violência do marido.
Alguns irmãos foram morar com parentes e Maria ficou com o pai, crescendo cheia de amargura e ódio por ele pelo que ele havia feito com a família. Aos 20 anos de idade ela se casou e ficou anos sem notícias dele. Um dia ele apareceu procurando por ela. Ele estava mudado. Havia recebido ajuda emocional e espiritual e procurava cada filho para uma reconciliação. Maria havia jurado que não falaria com ele. Não usava mais a palavra “pai”, referindo-se a ele como “aquele cara”. Ela não queria reconciliação. Queria distância dele. Havia tomado a decisão de não ser igual a ele no lidar com os filhos. Ela tinha três filhos agora. E lidava com eles de maneira ditatorial, agredindo-os com palavras duras, tão dolorosas quanto às de seu pai no passado. Ela não percebia isto. Não queria perceber? Nunca perdoava, nunca pedia perdão. Implicava com Teresa, sua filha do meio, gerando nela revolta e rebeldia.
Na adolescência Teresa se envolveu com drogas e a mãe a expulsou de casa. Alguns filhos do meio têm problemas emocionais complicados porque em geral o mais velho recebe afeto especial por ser o primeiro, e o mais novo por ser o caçula. O do meio fica meio perdido. Após um casamento complicado com um dependente químico, Teresa teve José, que ao chegar na adolescência não aguentava mais as implicâncias da mãe porque ele usava cabelo comprido, óculos escuros o tempo todo e não comia carne. E ela que tinha sido hippie! Ela não controlava sua irritabilidade exagerada e sempre agredia verbalmente o jovem filho adolescente.
Aos 18 anos José se juntou com uma mulher mais velha que ele 10 anos. Está na moda isto? É sintoma de algo? Estão copiando alguma novela? Se separou dela oito meses depois, dizendo que ela implicava demais com ele. Igual à mãe dele? É possível casar com alguém bem diferente do pai ou mãe em termos de personalidade? No segundo relacionamento de José, sua mulher sofria porque, dizia ela, ele ficava facilmente irritado e a destratava com palavras duras, embora não a agredisse fisicamente como o avô fazia com os filhos e a esposa. A repetição do comportamento entre gerações nem sempre ocorre igualzinho.
O pai de Maria, Maria mesmo, sua filha Teresa, o filho José, cada geração repetindo o mesmo comportamento emocional, com diferenças, mas o mesmo problema central: amargura, rispidez, abuso verbal. Parece um defeito no DNA passado geneticamente. Mas felizmente a genética não explica tudo. Ela não determina inevitavelmente nosso comportamento. Existe o aprendizado, a escolha, a capacidade de raciocínio, o livre arbítrio e é isto o que pode levar à neutralizar as tendências hereditárias genéticas e aprendidas, para doenças do comportamento.
Temos que repetir a história do passado? Sim e não. Sim, pelo poder da influência hereditária e cópia do modelo observado durante a infância dos adultos com quem a criança viveu. Não, porque a genética não nos obriga a, inevitavelmente, repetir os mesmos comportamentos. Se assim fosse, por exemplo, todo filho de alcoólico teria que ser alcoólico. Apesar de que a ciência comprova que filhos de pais com alguma compulsão têm maiores chances de desenvolverem talvez a mesma compulsão comparados com filhos de pais sem compulsão por qualquer coisa.
Evitar repetir a história ruim do passado requer (1)lembrar dela ao invés de fugir da mesma como se nada de ruim tivesse ocorrido; (2)observar com sinceridade e honestidade o próprio comportamento para ver se e como ocorre a repetição de atitudes desagradáveis que você jurava que nunca iria ter com as pessoas; (3)ao perceber seu comportamento destrutivo herdado e cultivado, decidir lutar para mudá-lo por ver que ele está destruindo relacionamentos, e (4)agir, fazer, atuar, treinar conscientemente o novo comportamento saudável. Você muda quando você muda. As pessoas ao nosso redor (filhos, marido, esposa, esposo, etc.) não têm culpa dos problemas de nosso passado. Não temos o direito de estressar a vida delas por causa de nossos conflitos. É difícil mudar. Mas tem jeito. O pai de Maria conseguiu.
(Os nomes citados aqui são fictícios.)
_______  
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Como ter e ajudar meus filhos a terem habilidades sociais?


Do bom trabalho científico, “Práticas educativas e problemas de comportamento: uma análise à luz das habilidades sociais”, de Alessandra Turini Bolsoni-Silva (Universidade Estadual Paulista); Edna Maria Marturano (Universidade de São Paulo), [Estud. psicol. (Natal) vol.7 no.2 Natal July/Dec. 2002], trago para vocês alguns comentários que, espero, ajudem aos pais e todos.
Habilidade social é a capacidade de conviver bem com outras pessoas, no lar, no trabalho, na comunidade, e envolve: iniciação e manutenção de conversações; falar em grupo; expressar afeto; defender os próprios direitos; solicitar favores; recusar pedidos; fazer e aceitar cumprimentos; expressar as próprias opiniões, mesmo os desacordos; expressar justificadamente quando se sentir molestado, enfadado, desagradado; saber se desculpar ou admitir falta de conhecimento; pedir mudança de comportamento do outro e saber enfrentar as críticas recebidas.
Talvez alguns pais que reclamam de certos comportamentos de seus filhos, necessitam agir de melhor forma socialmente, com habilidade social e não com agressividade e/ou sem assertividade. Habilidade social é mais do que ser assertivo.
O diálogo com os filhos é básico para a educação deles. É o primeiro passo para desenvolver outras habilidades sociais. Conversando se pode fazer perguntas, expressar sentimentos e opiniões, além de estabelecer limites. Assim, “os pais transmitem padrões, valores e normas de comportamento da cultura para os filhos, o que, segundo Biasoli-Alves, faz parte do papel da família, enquanto primeiro ambiente socializador da criança.”
Os pais que expressam de forma espontanea e equilibrada sentimentos, agradáveis e desagradáveis quanto ao comportamento dos filhos, passam para eles noções de certo e errado na conduta da família e talvez da sociedade também. Isto dá aos filhos a informação do que se espera deles no lar e os prepara para a vida na sociedade. Deixar de lado ou superproteger são extremos de conduta que favorecem o surgimento de transtornos emocionais e inadequação na vida de relacionamentos.
Contudo, para se obter uma boa educação e bom relacionamento entre pais e filhos não basta expressar os sentimentos, mas apontar, “no caso de sentimentos negativos, qual o comportamento de que não gostaram, dizendo o que sentiram frente ao comportamento da criança e sugerindo alternativas para que se comporte de forma mais adequada, sem, contudo, valerem-se de acusações do tipo ‘você não tem consideração’ ou  ‘você é uma criança má’, que interferem na auto-estima da criança e prejudicam as interações pais-filhos, pois funcionam como punições.”
Para Skinner, a punição pode diminuir o comportamento ruim de forma imediata, mas esse resultado não é duradouro, o que estimula os pais a continuarem punindo, e pode gerar medo diante de situações parecidas com a que foi punida. Pode levar a pessoa a fazer qualquer outra coisa para fugir da punição e não garante que o comportamento punido deixe de ocorrer na ausência da punição ou do agente punidor. Se os pais usam prioritariamente a educação punitiva, a criança, provavelmente, não estará livre de desenvolver problemas de comportamento e/ou um quadro depressivo.
"Cumprir promessas" também é uma habilidade social importante, pois os pais, ao prometerem e não cumprirem, fazem com que os filhos sintam-se enganados, e prejudica o relacionamento pais-filhos. Ao cumprirem promessas, servem de modelo aos filhos, os quais poderão reproduzi-lo, e aumentará a confiança no relato dos pais.
As habilidades de "dizer não", "negociar" e de "estabelecer regras" também são importantes. É importante dizer “não” para pedidos não razoáveis dos filhos. Deve-se analisar o pedido para ver se é algo razoável ou não. “Se for, podem negociar com os filhos, de forma que ambas as partes cedam em algo. É importante que o pai e a mãe concordem, pois se o pai insistir no não, mas a mãe realizar o pedido ou vice-versa, o filho aprenderá o que deve pedir para cada um dos progenitores, de forma a conseguir o que deseja.” Isto mostra como é importante pai e mãe conversarem para chegarem a um acordo sobre o que fará com os filhos, para serem unidos nisto.
Outra habilidade social importante é a de estabelecer regras. Pais precisam dar tarefas para os filhos que não sejam nem difíceis e nem fáceis demais segundo a idade e as habilidades que possuem. Devem checar se os filhos compreenderam a tarefa solicitada. Se você, pai/mãe, não foi claro com o que queria do filho, não será justo cobrar a execução da tarefa. Elogiem pela tarefa cumprida, mesmo que tenha sido algo simples. “Se a regra não for cumprida, os pais podem conversar assertivamente e verificar o porquê do não cumprimento, repetindo a regra quando necessário.”
Finalmente, há a habilidade social de "desculpar-se" com os filhos. Quando pais pedem desculpas, admitem os próprios erros, ensinando aos filhos que não são deuses infalíveis e dando o exemplo para que eles se agirem de forma parecida, ao errarem com alguém. Há pais com medo de admitir os próprios erros aos filhos, temendo perderem a autoridade e os filhos perderem noções de limites. Isto não ocorre na realidad. Filhos podem copiar este modelo e adotar em seu próprio comportamento.
O ambiente familiar promove comportamentos socialmente adequados ou surgimento e/ou manutenção de atitudes inadequadas. Transtornos mentais podem surgir por causa de punições e negligência por parte dos pais que sem boas habilidades sociais.
_______
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

PRIMAVERA






















A primavera está aí e com ela uma nova aparência do nosso blog.
Desculpem-nos a ausência, mas já retornamos. 
Esperamos que gostem das novas postagens.
Em breve mais novidades..
Aguardem..

SANTUÁRIO








VOCÊ TEM DÚVIDAS SOBRE O SANTUÁRIO DO VELHO TESTAMENTO?

GOSTARIA DE SABER COMO FUNCIONAVA?

GOSTARIA DE VER DESENHOS QUE EXPLIQUEM MELHOR SUAS DÚVIDAS?

GOSTARIA DE TER ACESSO A JOGOS BÍBLICO SOBRE O SANTUÁRIO?

JÁ OUVIU FALAR DO BODE AZAZEL?

SABE O QUE É O YONKIPUR?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O TEMPLO DE SALOMÃO, O TEMPLO DE ZOROBABEL E O TEMPLO DE HERODES?

BASTA ACESSAR O LINK: SANTUÁRIO, EM NOSSA LISTA DE LINKS E VOCÊ TERÁ ESSAS E OUTRAS RESPOSTAS E DESCOBERTAS MUITO INTERSSANTES.


http://www.osantuario.com.br/









A Adoração e a Música na Igreja


Sendo que a música desempenha um papel fundamental na expressão humana, convém cultivá-la bem.
A passagem de Isaías 55:10 e 11 expressa, adequadamente, a dinâmica da adoração. “Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”
Na adoração existe uma palavra de Deus que desce do alto e uma resposta que ascende do homem. A mensagem divina retorna em frutos de harmonia com a vontade de Deus. Assim a adoração é ação: uma auto-revelação de Deus e uma resposta positiva do homem. Robert E. Webber mostra que como adorar é um verbo, é algo que fazemos para a glória de Deus.
Consideraremos quatro aspectos importantes que criam o lugar da música na adoração da igreja.
1. A música como criação e doação divina
A música é um presente de Deus, parte de sua criação, de tudo “que era muito bom” (Gênesis 1:31) o que o Senhor fez no principio. O grande Artista divino fez os homens a sua imagem, com gosto pela beleza, e com suficiente criatividade e capacidade estética para expressá-la e desfrutá-la (Gênesis 1:27, 28). Deus é a grande gênese da música. Por um tempo Lúcifer foi apenas seu diretor do coro, até que pôs em dúvida a dignidade do único objeto do louvor celestial (Isaías 14:12-14). Neste contexto o homem, como mordomo do Criador, é responsável por usar, preservar e desenvolver o dom da criatividade, e da expressão musical.
2. A música da igreja como arte e missão
Donald P. Hustad afirma que “a música na igreja não é uma arte livre, nem um fim em si mesma. É arte trazida aos pés da cruz: arte dedicada ao serviço de Deus e a edificação da igreja.” Prefere pensar na música cristã como uma arte funcional, uma criação humana, mas destinada ao cumprimento dos propósitos divinos. Diferentemente da arte “pura,” a música cristã supera o prazer estético e é avaliada pelo cumprimento de seu propósito. Esse propósito não pode diferir da missão divina da igreja.
Uma idéia da missão da igreja pode se extrair dos termos que o Novo Testamento utiliza para expressar as facetas do ministério eclesiástico: adoração (leitourgía), ensino (didajé), comunhão (koinonía), proclamação (kerygma), testemunho (marturía), serviço (diakonía). Estes vocábulos sugerem um equilíbrio na clássica tensão entre o ser e o fazer do ministério eclesiástico.
2.1. Adoração (leitourgía): Cabe notarmos que a adoração é “a primeira responsabilidade da Igreja”. A adoração é também o grande objetivo da igreja e de seu culto. A música cristã participa deste objetivo, sendo um instrumento de comunicação entre Deus e os homens. Um meio pelo qual Deus pode expressar-se, e ao mesmo tempo permitir ao homem expressar uma resposta positiva à iniciativa da divindade. De modo que, acima de qualquer outro objetivo, a música eclesiástica deve orientar-se à adoração a Deus.
2.2. Proclamação (kerygma): A música da igreja apregoa os feitos redentores de Deus em favor dos homens, e estende a eles um convite à fé e ao compromisso cristão. As religiões pagãs baseavam sua adoração nos ciclos da natureza; a religiosidade bíblica se baseia nas intervenções históricas de Deus em favor de seu povo. Os grandes atos da criação, preservação, redenção e providência devem proclamar-se na adoração cristã e na sua música. Eles provêem os motivos essenciais para a resposta do homem. Ellen White o expressou desta maneira: “A voz humana tem muito poder efetivo e musicalidade, e que aquele que aprende a cantar realiza esforços decididos adquirirá o habito de falar e cantar que será para ele um poder para ganhar conversos para Cristo”.
2.3. Testemunho (marturía): A música cristã prove a oportunidade para compartilhar a fé e a experiência cristã com os outros. É um veículo adequado para contar o que o Senhor tem feito na vida de cada testemunha. Os que não crêem podem receber esse testemunho, e os crentes serão edificados.
2.4. Educação (didajé): A música sacra constitui um ministério docente porque, como a música é educativa, pode transmitir com eficácia importantes aspectos do caráter e das ações do Criador. A serva do Senhor expressou assim: “É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes à alma oprimida e pronta a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras almas!
Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros.”
2.5. Serviço (diakonía): A música cristã é muitas vezes um remédio para o espírito humano. Outorga ânimo, consolo e fortaleza. Por meio dos cantos sagrados em Israel “elevavam-se seus pensamentos acima das provações e dificuldades do caminho; abrandava-se, acalmava-se aquele espírito inquieto e turbulento; implantavam-se os princípios da verdade na memória; e fortalecia-se a fé.” Por esta razão os músicos cristãos devem ver a si mesmos como autênticos ministros de Deus em favor dos conversos.
2.6. Comunhão (koinonía): A música cristã enfatiza a unidade da igreja e fortalece os laços de amor entre seus membros. Além de unir, o canto freqüentemente provê uma das poucas oportunidades de genuína participação conjunta. A oração e o canto unem os pensamentos dos adoradores e os orienta na direção do divino. Por isso, “O canto não deve ser feito apenas por uns poucos. Todos os presentes devem ser estimulados a tomar parte no serviço de canto.”
Todo este fundamento teológico e eclesiológico da atividade musical indica que as palavras dos cânticos são mais significativas que a música que os acompanha. É verdade que a música pode dar força, e servir de realce e complemento à letra, mas também é certo que pode limitar e até bloquear a compreensão das palavras.
3. A música como expressão
Ensina-se que a música é uma arte, e que a arte é basicamente expressão. Mas não se deve esquecer que a música cristã é um meio de expressão religiosa. Uma expressão humana, dentro de um indubitável marco teológico.
Neste contexto a música sacra primeiramente deve ser expressão de Deus. É criada e executada por seres humanos, mas leva à sublime intenção de expressar a Deus. Por isso, “a música cristã deve incluir a melhor expressão humana possível daquilo que a cultura percebe ser a auto-revelação de Deus à humanidade”.
Junto com a pregação bíblica, o canto cristão pode ser um canal de comunicação entre Deus e os homens. A adoração levará em conta a transcendência e a imanência de Deus (Isaías 57:15). Deus é anterior e está além da criação, mas veio a nós em Cristo e no Espírito Santo. A transcendência de Deus promove a reverência, e a imanência torna possível a comunhão. A música da igreja deve apresentar a Deus tal como a Escritura o revela: um Deus que desperta o temor reverente tanto quanto o gozo cristão.
Também é certo que a música é uma expressão de prazer, e que a música cristã não tem porque renunciar a ele. Porque, “a menos que os adoradores encontrem algo de prazer… numa determinada linguagem de música cristã, provavelmente não serão edificados nem pela música nem pela letra”. “Sem dúvida, há perigos potenciais relacionados com a experiência de prazer gerado pela música cristã”. Existe o risco de fazer do prazer da música um fim em si mesmo, de limitá-la a uma experiência puramente estética, transformando-a num “entretenimento religioso”.
A música também é expressão de emoção. As emoções parecem revalorizar-se na adoração atual, e não há dúvida de que “a música fala ao coração”. Alfred Küen expressa que todo o ser: “espírito, alma e corpo, os sentimentos e a vontade, assim como a inteligência, deveriam estar envolvidos no culto”.
Fala-se muito da utilização litúrgica dos dois hemisférios cerebrais; o esquerdo, verbal, lógico, cognitivo, racional; e o direito, não verbal, intuitivo, estético, emocional. Paulo insta aos cristãos de Corinto a cantarem “com o espirito” e “com o entendimento” (I Coríntios 14:15). O perigo se encontra em reduzir a emoção a sua expressão superficial: o sentimentalismo. Isto resulta em desconectar a música do conjunto da realidade cultual, de seu contexto teológico e experimental, e impor com insistência as preferências individuais.
A música sacra deve ser a expressão de autêntica religiosidade. Há de ser julgada em relação com o cumprimento de sua missão espiritual. A música cristã deve servir como um meio eficaz de revelação divina e resposta humana. “Além disso, todas as reuniões e atividades da igreja (com sua música) devem ser avaliadas por quão plena e verdadeiramente Deus é revelado e quão completa e madura é resposta positiva humana.”
A música cristã há de ser a expressão dos princípios fundamentais da fé. Na situação da religiosidade protestante, a música religiosa deve manifestar o sustentáculo de seu pensamento teológico.
3.1. Primazia das Escrituras. O princípio da Sola Scriptura (Somente a Bíblia) tem implicações na adoração e na música da igreja. A adoração tende a ser mais racional que mística, por submeter-se às pautas escriturais. A pregação bíblica passa a ser central na adoração congregacional. A leitura e a pregação da Escritura não é substituída nem ofuscada pela música, apenas realçada por ela.
3.2 A Salvação pela Fé O principio fundamental da Sola fide (Somente a fé) determina que o culto dê ênfase na salvação, e em tudo relativo à justificação, santificação e a glorificação. Nesta atitude o culto não acrescenta mérito à redenção em Cristo, mas é um fruto precioso da salvação. Na realidade só o crente, o homem convertido adora verdadeiramente a Deus.
3.3 O Sacerdócio dos Crentes O princípio do sacerdócio universal dos crentes promove a participação de cada membro da congregação. Por isso, os sermão e o canto devem ser simples e compreensíveis para a grande maioria. Não se prega para teólogos, nem se canta para músicos, apenas para o Senhor e para a igreja.
4. A música sacra como adoração a Deus
Ainda que pareça correto promover a adoração como a atividade mais importante da igreja, este tempo de inovações e mudanças exige reexaminar as bases bíblicas e teológicas da adoração eclesial em busca de adequação e autenticidade.
As palavras originais da Escritura para significar “adoração” oferece chaves importantes acerca da natureza deste encontro entre o humano e o divino. A palavra hebraica mais freqüente, shâjâh, denota a ação de inclinar-se ou render homenagem. A palavra grega equivalente, e a mais importante do Novo Testamento,proskuneô, encerra a conotação primária de “beijar para”. O hebraico ‘abad, ou o grego latréuô significam serviço a Deus. Nesse sentido a adoração é a homenagem, a submissão, a obra e o serviço de todo o povo a Deus.
Em seu livro I and Thou, Martín Buber sustém que a essência da religião é a relação, o diálogo do homem com Deus. Com efeito, a adoração é a expressão da relação do cristão com Deus. A definição mais comum de adoração, descreve-a como resposta afirmativa, transformadora dos seres humanos à auto-revelação de Deus. Evelyn Underhill fez uma afirmação considerada clássica: “A adoração, em todos os seus graus e formas, é a resposta da criatura ao Eterno…”. Martinho Lutero reduziu a ação litúrgica dialogal às atividades concretas do serviço religioso (Gottesdienst): “reunir-se com o fim de escutar e dialogar sobre a Palavra de Deus, e em seguida louvar a Deus, cantar e orar”.
Podemos notar pelo menos duas implicações básicas da adoração corporativa com influência na música: A adoração como uma conversação com Deus, e a adoração como oferta e entrega a Deus.
4.1. Adoração como diálogo. Em Isaías 6:1-8, Deus se aproxima do profeta em revelação de seus atributos e como portador de uma vocação divina, e o profeta responde em confissão, submissão e rogo. O mesmo ocorre no verdadeiro culto. “Deus nos fala através da leitura bíblica, do sermão e dos hinos que cantamos. Também respondemos por intermédio de hinos e de outras palavras que nos tem sido designadas, em louvor, gratidão, confissão, dedicação, petição e intercessão.”
Søren Kierkegaard se refere à adoração como um drama no qual os membros da congregação são os atores e Deus é o ouvinte. Pregadores e coros são o “ponto” ainda que pareçam “dominar a cena”. João Calvino dizia que a congregação é o primeiro coro da igreja.
A idéia de adoração como conversação com Deus deve conduzir a uma cuidadosa seleção da música eclesiástica. “O diálogo da adoração deve ser completo: deve dar um panorama completo da auto-revelação de Deus e prover a oportunidade de gerar uma resposta completa por parte do ser humano tanto em símbolos cognitivos (palavras) como em formas criativas (música e outras artes).”
4.2 Adoração como oferta Adorar é ofertar a quem é o legítimo doador de todas as coisas. A esse Deus benevolente deve se oferecer o melhor sacrifício de louvor (veja Hebreus 13:15-16), sem esquivar-se ao valor (veja II Samuel 24:20-24). Porque a adoração é um doar e um doar-se a Deus. Haverá bênçãos e satisfações, mas serão frutos benéficos dessa piedosa e transformadora doação humana. “Adoração é, no final das contas, submissão a Deus.”
Todo este sentido da música como parte da adoração da igreja pode, todavia, apreciar-se melhor à luz da notável sentença de William Temple: “Adoração é a submissão de todo nosso ser a Deus. É tomar consciência de sua santidade; é o sustento da mente com sua verdade; é a purificação da imaginação por sua beleza; é a abertura do coração a seu amor; é a rendição da vontade a seus propósitos. E tudo isto se traduz em louvor, a mais íntima emoção, o melhor remédio para o egoísmo que é o pecado original.”

Dr. DANIEL O. PLENC é professor na Universidade Adventista del Plata e diretor do Centro de Investigação White
Textos Bíblicos:
Gênesis 1:31 - E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.(voltar)
Gênesis 1:27, 28 - 27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.(voltar)
Isaías 14:12-14 - 12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações! 13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; 14 subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.(voltar)
Isaías 57:15 - Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos.(voltar)
I Coríntios 14:15
Isaias 6:1-8 - 1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. 2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. 3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. 4 E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça. 5 Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! 6 Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7 e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado. 8 Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.
Hebreus 13:15-16 - 15 Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. 16 Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.(voltar)
II Samuel 24:20-24 - 20 E olhando Araúna, viu que vinham ter com ele o rei e os seus servos; saiu, pois, e inclinou-se diante do rei com o rosto em terra. 21 Perguntou Araúna: Por que vem o rei meu senhor ao seu servo? Respondeu Davi: Para comprar de ti a eira, a fim de edificar nela um altar ao Senhor, para que a praga cesse de sobre o povo. 22 Então disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o rei meu senhor o que bem lhe parecer; eis aí os bois para o holocausto, e os trilhos e os aparelhos dos bois para lenha. 23 Tudo isto, ó rei, Araúna te oferece. Disse mais Araúna ao rei: O Senhor teu Deus tome prazer em ti. 24 Mas o rei disse a Araúna: Não! antes to comprarei pelo seu valor, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Comprou, pois, Davi a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata.(voltar)
Daniel O. Plenc
Fonte: Musicaeadoracao.com.br